Shareholders: detentores legítimos de ações no ambiente empresarial!

Os shareholders, ou acionistas, exercem um papel fundamental no ambiente empresarial, representando indivíduos ou entidades que detêm participação acionária em uma empresa. 

Nesse contexto, esses investidores exercem influência sobre as decisões estratégicas e operacionais da organização, contribuindo para seu sucesso e desempenhando um papel fundamental na gestão corporativa. 

Dessa forma, o relacionamento entre a gestão da empresa e os shareholders é crucial para o bom funcionamento e a transparência nos negócios, destacando a importância de uma comunicação eficaz e práticas que promovam a confiança mútua. 

O que são Shareholders?

O shareholder é um conceito de origem inglesa amplamente utilizado no ambiente empresarial, o qual, em português significa acionista, isto é, indivíduo que possui pelo menos uma ação em uma empresa. Assim, os shareholders são, constantemente, caracterizados como investidores da organização

A origem dessa palavra está na combinação de ‘’share’’, que pode ser interpretado como parte ou compartilhar, e ‘’holder’’, que significa suporte ou algo que sustenta/detém algo. Portanto, ‘’shareholder’’ significa alguém que apresenta uma parte, ou seja, um acionista

Por exemplo, considere a situação em que seu amigo apresenta uma ideia de negócio, propondo uma parceria equitativa, dividindo responsabilidades igualmente, 50/50. Sendo assim, você aceita e inicia os esforços para estabelecer a empresa. 

Inicialmente, deparam-se com a necessidade de um investimento de cerca de R$1.200,00. Portanto, seguindo a divisão proposta, você contribuirá com R$600,00 e  seu amigo com os outros R$600,00, totalizando o montante necessário. 

Essa parceria automaticamente transforma ambos em sócios, tornando-os acionistas ou shareholders, ou seja, detentores de uma parte da empresa. Dessa forma, caso a empresa fictícia obtiver lucros, eles serão divididos igualmente entre ambas as partes (considerando o exemplo acima). 

Da mesma maneira, em caso de prejuízo, você e seu amigo deverão contribuir igualmente para cobrir as perdas e manter a empresa operando. 

Para que servem os Shareholders?

O conceito shareholders é amplamente utilizado no ambiente corporativo, visto que está ligado à concepção de crescimento empresarial. Nesse contexto, uma empresa que apresenta recursos para manter sua posição no mercado terá maiores chances de conquistar novos investidores. 

Além disso, perante o surgimento de mudanças que caracterizam a queda nas vendas, perda de participação no segmento ou outros fatores, os shareholders podem ceder suas ações, o que gera a desvalorização de um negócio. 

Diante dessa situação, os shareholders evidenciam o grau de confiança sobre a probabilidade de um negócio crescer. Sendo assim, confira, logo abaixo, a utilidade da parte interessada para os negócios: 

Poder de influência 

Os shareholders podem apresentar ações preferenciais ou ordinárias, as quais variam entre valores e direitos dos acionistas. Nesse sentido, os shareholders majoritários podem ser os fundadores da empresa ou os seus descendentes, principalmente em organizações com mais tempo de mercado. 

Além disso, os acionistas majoritários detêm a capacidade de exercer influência em decisões importantes, como substituição de membros do conselho e executivos C-Level. Dessa forma, em decorrência do poder de influência, diversas empresas optam por não apresentar shareholders majoritários. 

Retorno 

Pensando nos shareholders, a vontade de ser acionista de uma empresa consiste na expectativa de obter um desempenho satisfatório. Nesse contexto, ao valorizar as ações, os ganhos podem ser divididos com o pagamento de dividendos. 

Em contrapartida, pensando no cenário de queda da atividade e vendas da empresa, o preço dos ativos sofrem uma redução. Dessa maneira, os acionistas conseguem perceber a desvalorização do investimento, podendo se estender por um período curto ou longo, a depender da estratégia de ação da empresa. 

Qual a diferença entre Shareholders e stakeholders?

Enquanto o termo stakeholders refere-se a um conjunto de interesses relacionados a uma organização empresarial, os shareholders são aqueles que compõem o quadro societário. Nesse sentido, a principal diferença entre tais termos consiste na situação financeira estabelecida com a organização. 

Sendo assim, é essencial ressaltar que todo shareholder é um stakeholder, porém nem todo stakeholder são shareholders, haja vista que tais indivíduos podem apresentar funções diferentes no setor de gestão. 

Os acionistas são investidores que, por intermédio de suas ações, podem intervir nas decisões empresariais. Já os stakeholders, representam um cenário mais abrangente de partes interessadas. Além disso, o termo também refere-se a colaboradores, clientes, fornecedores, parceiros, entre outros. 

A título de exemplo, o shareholder pode ser aplicado nas Sociedades Anônimas, haja vista que apresenta uma estrutura segmentada em ações que simbolizam propriedades da corporação. 

Nesse contexto, os direitos dos acionistas são proporcionais às suas participações acionárias, garantindo-lhes envolvimento nas decisões e nos objetivos do negócio.  

Dessa forma, o termo shareholder corresponde a uma relação cooperativa e de responsabilidade recíproca. Assim, tal conceito relaciona-se à gestão societária, visto que apresenta um impacto direto sobre os indivíduos que detêm ações numa organização empresarial. 

Contudo, os stakeholders compreendem as partes vinculadas ou que contam com influência numa empresa e em seus interesses. Dessa maneira, é muito utilizado no planejamento estratégico de empresas e instituições do governo, por exemplo. 

Com isso, diferente dos shareholders, os stakeholders são pessoas que não aplicam dinheiro no negócio. Com isso, em momentos de prejuízo, não irá arcar com as perdas e, nos períodos de lucratividade, também não terá participação nos ganhos. 

Nesse viés, o efeito do stakeholder ultrapassa as atividades administrativas da organização e abrange servidores, credores, fornecedores e outras pessoas envolvidas com a organização. 

Por fim, representa todos agentes que possuem um interesse direto ou indireto no sucesso e na sustentabilidade do negócio

Boas práticas de Shareholders

A presença de shareholders exerce um papel fundamental na sustentabilidade e no sucesso empresarial. Nesse contexto, ao empregar boas práticas, a empresa garante um gerenciamento mais eficaz, clareza nos processos e um bom relacionamento entre os acionistas e o setor administrativo

Existem diversas formas de governança, porém o modelo anglo-saxão confere um destaque aos shareholders da gestão e do conselho administrativo. Sendo assim, a organização necessita garantir uma relação pacífica entre essas pessoas, a partir da construção de confiança e convergência de ideias. 

Logo abaixo, você encontra 4 boas práticas para aplicar em seus negócios:

1. Transparência e comunicação eficazes

Garantir a constante atualização dos acionistas sobre a estratégia, desempenho e objetivos da corporação é fundamental. 

Nesse sentido, a apresentação de relatórios financeiros periódicos, reuniões e comunicados permite que os acionistas obtenham informações sobre a situação da empresa, o que possibilita tomar decisões mais assertivas. 

2. Estabelecimento de funções e responsabilidades 

Uma gestão bem estruturada necessita da definição das tarefas de todos os profissionais envolvidos no empreendimento. Assim, torna-se possível evitar desacordos e garantir que todos tenham plena consciência de suas responsabilidades

3. Política de divulgação de informações 

Ao definir políticas sólidas de propagação de informações, é possível evitar ações desonestas e a exposição de dados particulares. Essa prática garante a integridade das decisões e impede a propagação de informações erradas. 

4. Estímulo à participação ativa 

Incentivar a colaboração ativa dos acionistas em eventos e reuniões promove um ambiente propício para a troca de ideias construtivas. 

Dessa forma, o engajamento entre as partes possibilita que os acionistas manifestem suas preocupações e opiniões, o que garante a tomada de decisões mais eficazes.