Durante anos, a pergunta do comprador B2B era feita ao Google. Hoje, uma parte cada vez maior dessas perguntas vai direto para o ChatGPT, o Gemini ou o Perplexity: “qual empresa faz sistema de gestão para indústria em Santa Catarina?”, “quem fornece embalagem personalizada para e-commerce?”, “qual agência cria sites para empresas de engenharia?”.
A diferença é que a IA não devolve uma lista de dez links. Ela responde com dois ou três nomes, às vezes um só, e explica por que indicou cada um. Quem não está nessa resposta simplesmente não entra na conversa.
Para empresas que vendem para outras empresas, isso muda a lógica da aquisição. Além de prospectar quem se encaixa no seu perfil de cliente ideal, agora também é preciso ser encontrado quando esse cliente pergunta para uma IA. Esse trabalho tem nome: GEO.
Na Agência Spin, vemos isso na prática: parte dos novos clientes chega até nós por recomendação do ChatGPT e do Gemini. Neste artigo, explicamos o que fazemos para que isso aconteça e como qualquer empresa B2B pode aplicar.
O que é GEO e qual a diferença para o SEO
GEO (Generative Engine Optimization) é o conjunto de práticas para que uma empresa seja citada e recomendada nas respostas de ferramentas de IA generativa.
O SEO continua sendo a base. As IAs consultam a web para montar respostas, e o Gemini, por exemplo, se apoia no índice do Google. Um site mal indexado dificilmente vira fonte para uma IA.
A diferença está no objetivo:
| SEO | GEO | |
| Objetivo | Aparecer bem posicionado na lista de resultados | Ser citado ou recomendado dentro da resposta |
| O que pesa | Palavra-chave, autoridade da página, técnica | Clareza sobre quem você é, respostas diretas, consistência da informação na web |
| Como o cliente chega | Clica no link | Recebe o nome da empresa já recomendado |
Na prática, as duas coisas andam juntas. O que muda é que, para a IA, não basta ter a página: ela precisa entender com clareza o que a empresa faz, para quem, onde atende e por que é uma boa indicação.
6 passos para sua empresa ser recomendada pelas IAs
1. Deixe claro o que você faz, para quem e onde
A IA recomenda quem ela consegue descrever. Se o site diz apenas “soluções inovadoras para o seu negócio”, ela não sabe em que pergunta encaixar sua empresa.
Cada serviço deve ter uma página própria, com uma frase de abertura objetiva: o que é, para que tipo de empresa, em que região e com que diferencial. É o mesmo raciocínio do perfil de cliente ideal (ICP), só que aplicado à forma como você se apresenta.
2. Responda as perguntas que o seu cliente faz
O comprador B2B pergunta à IA o mesmo que pergunta ao vendedor: quanto custa, quanto tempo leva, como funciona, qual a diferença entre uma opção e outra.
Reúna essas perguntas com o time comercial e responda no site, em textos diretos, com a resposta logo na primeira frase. Páginas de perguntas frequentes e artigos de blog são os formatos que as IAs mais aproveitam.
3. Publique informações concretas
Faixas de preço, prazos, regiões atendidas, segmentos, etapas do processo. Quanto mais concreta a informação, mais fácil para a IA usar sua empresa como resposta. Textos genéricos, que serviriam para qualquer concorrente, raramente são citados.
4. Mantenha os dados da empresa iguais em todos os lugares
As IAs cruzam fontes. Nome, endereço, telefone, serviços e descrição precisam ser os mesmos no site, no Perfil da Empresa no Google, no LinkedIn e em diretórios do setor. Informação divergente gera dúvida, e a IA tende a indicar quem passa mais segurança.
5. Seja citado fora do seu site
Uma empresa que só fala de si mesma tem menos peso do que uma que aparece em outros lugares. Avaliações no Google, artigos em portais e blogs do setor, parcerias e cases publicados ajudam a IA a confirmar que você é uma referência real.
6. Cuide da base técnica
Site rápido, seguro, bem indexado no Google e com dados estruturados (schema) que descrevem a empresa, os serviços e as perguntas frequentes. Também vale verificar se o site não está bloqueando os robôs das IAs no arquivo robots.txt, um erro mais comum do que parece.
Erros comuns e como medir
Os erros que mais vemos em sites de empresas B2B:
- Home bonita, mas sem dizer com clareza o que a empresa vende.
- Todos os serviços numa única página, sem detalhe.
- Nenhuma informação de preço, prazo ou região atendida.
- Blog parado ou com textos genéricos, que não respondem perguntas reais.
- Dados diferentes no site, no Google e no LinkedIn.
Para medir, comece simples. Faça ao ChatGPT e ao Gemini as perguntas que o seu cliente faria e veja se sua empresa aparece, repetindo o teste todo mês. No Google Analytics, acompanhe as visitas vindas de chatgpt.com, gemini.google.com e perplexity.ai. E pergunte a todo novo lead como conheceu a empresa: a resposta “o ChatGPT me indicou” pode aparecer mais do que você imagina.
Prospecção ativa e GEO se completam
Na aquisição de clientes B2B, os dois movimentos se somam. Com dados de mercado, você encontra e aborda as empresas que se encaixam no seu perfil de cliente ideal. Com GEO, sua empresa é recomendada quando essas mesmas empresas pesquisam por conta própria.
E quando o lead prospectado entra no seu site antes de responder, ele encontra uma empresa clara, com informações concretas e bem avaliada. Isso aumenta a chance de a conversa seguir.
A Agência Spin é uma agência de criação de sites e soluções com IA de Porto Alegre, que atende empresas de todo o Brasil desde 2007. Para quem quer começar a aparecer nas respostas das IAs, a Spin oferece um diagnóstico gratuito de SEO e GEO, com o que falta no site para ser encontrado pelo Google, pelo ChatGPT e pelo Gemini.
Juliana Nascimento
Graduada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Tiradentes, possui pós-graduação em Gestão, Marketing Digital e Liderança e em Planejamento e Gestão Estratégica de Marketing pela UNINTER. Atua com SEO, análise de dados e produção de conteúdo voltado para inteligência de mercado e prospecção B2B.
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